Baixando vídeos do youtube e convertendo-os para (mpeg) no Linux

Vou ser muito rápido nesse post.

1 – Como baixar um vídeo no youtube para o seu PC (Linux):

Existem duas formas de fazer isso, a primeira é mais fácil, pois quando você está vendo um vídeo no youtube o mesmo fica salvo na pasta /tmp com um nome mais ou menos parecido com Flash*, isso serve também para muitos players da web =D, o do globoesporte por exemplo.

Outro modo, mas não único, é você utilizar o youtube-dl [1].

Para você efetuar o download do script, tem que ter instalado o mercurial em sua máquina, então basta fazer o seguinte comando para instalar o mercurial em distribuições baseadas filhas do no Debian (Ubuntu por exemplo) – Vai ter porrada pelo comentário ae! Calma Ubuntu boys… foi só uma brincadeira =D

# apt-get install mercurial mercurial-common

Para utilizar o youtube-dl basta fazer o seguinte comando:

youtube-dl -o nomedoarquivoasersalvo.flv “http://youtube.com/linkdovideo”

E pronto! o arquivo será salvo com o nome nomedoarquivoasersalvo.flv na pasta que você executou o comando.

Para saber mais sobre o youtube-dl visite [1]

Pronto! Agora você já tem o vídeo do youtube que você queria, agora vamos aprender como convertê-lo (não precisa chamar o pastor hein!).

2 – Convertendo o vídeo do youtube para MPEG:

Você vai precisar do pacote ffmpeg intalado, na maioria das distribuições ele já vem padrão, então certifique-se de que ele esteja instalado em sua máquina.

Faça o seguinte comando:

ffmpeg -i video.flv  -s 320×240 test.mpg

Onde:

  • video.flv ->Vídeo de entrada;
  • -s 320×240 -> Tamanho do vídeo (dimensão) o padrão no ffmpeg é 160×128px.
  • test.mpg -> Vídeo convertido.

Agora é só esperar um pouco, e isso vai depender do tamnho do vídeo que você está convertendo.

Bom… é isso ae galera, espero que eu possa ajudar alguém com esse post.

FLW

[1] – http://bitbucket.org/rg3/youtube-dl/wiki/Home

terça-feira, maio 25th, 2010 Debian, Software Livre & Linux Nenhum Comentário

Criando índices automaticamente com o BROffice (OpenOffice)

A questão era que eu não queria ensinar para um colega meu como fazer isso, então procurei um artigo e não encontrei nenhum explicando passo-a-passo como fazer isso, pode ser que eu tenha feito uma procura muito superficial, então resolvi fazer um post sobre isso, pois possivelmente minha namorada vai usar o BROffice pra escrever a monografia dela e isso vai me ajudar muito (vou receber uma bronca enorme qnd ela ler isso.. hehe).

Então vamos ao que interessa.

Para criar um índice você precisa identificar o que estará contido no mesmo, para isso você modifica o Estilo atual de cada tópico você quer que apareça no índice que você irá criar, para isso selecione o título e aplique um Estilo, o ideal é você criar seus próprios estilos para que você não tenha que ficar configurando a fonte e o tamanho da mesma.

Se você não for criar seus próprios Estilos apenas selecione Heading1 (Titulo 1) como título principal, Heading 2 (Título 2) como subtítulo de Heading 1 e assim sucessivamente.

Criando Estilos

Para criar um novo estilo primeiro deixe aberta a janela Styles and Formatting (Estilos e Formatação), para isso vá em Format -> Styles and Formatting (Formatar -> Estilos e Formatação). Irá aparecer uma janela. Agora selecione o tópico que deseja aplicar como titulo principal e, na janela deixe selecionada a aba Paragraph Styles (Estilos de Parágrafo) e clique no botão “New Style from selection (Novo estilo para a seleção)”. Vá passando o cursos do mouse sobre os botões para ver qual deles é o que você deseja.

Após clicar no botão coloque o nome que você deseja para esse estilo.

Repita isso para cada Subtitulo que você tiver em seu documento.

Após criar um Estilo, o mesmo fica disponível pra você na Barra de Formatação, antes do ComboBox (Aquela caixinha com a setinha pra baixo) do nome da Fonte. Assim você só precisa criar o mesmo uma vez e depois selecionar o título e depois o estilo.

Simples, né?

Criando o índice:

Vá até a página que você deseja inserir o Índice e vá no menu Insert -> Indexes and Tables… -> Indexes and Table… (Índices e tabelas -> Índices e tabelas).

Aparecerá uma janela na qual você poderá configurar seu índice a ser criado.

Em Title (Título) você pode deixar sem nada ou colocar a palavra SUMÁRIO, ÍNDICE e etc…

Em Type (Tipo) você escolhe o tipo de índice que você criará e você pode acompanhar o comportamento do mesmo no exemplo que ele mostra ao lado das opções.

Deixe a opção Additional Styles (Estilos Adicionais) marcada para que você possa adicionar os Estilos que você criou e em seguida clique no botão ao lado representado por (…).

O que você fará agora é organizar o Estilo que você criou.

Primeiro selecione o que você nomeou como Título Principal e clique no botão (>>) perceba que ele vai para uma coluna numerada com o número 1. Isso significa que ele é soberano =D. Para o subtítulo desse soberano selecione e pressione duas vezes no botão (>>) isso o colocará em uma coluna numerada com o 2. E assim você faz para todos os estilos que você criou, sempre obedecendo a posição de cada um, pois se você deixar todos na coluna 1 nenhum deles aparecerá como subtítulo.

Depois de configurar tudo vá em OK e em OK denovo e… PRONTO! Você terá um índice criado já com o número das páginas, caso não tenha ficado da forma que você desejou repita os passos de criação de textom selecionando o índice antes.

OBS: O índice não é atualizado automaticamente, então ou você o deixa por último ou então faz as modificações que deseja, coloca o cursor de digitação (Aquela barrinha que fica piscando na hora que você vai digitar) no índice que você criou e vá na parte de criação do índice e apenas pressione OK (sem modificar nada, caso você não precise).

Bom galera, acho que é isso, espero que esse post tenha ajudado alguém naquele momento de agonia.

Caso você queira um post sobre Numeração de página, tenho um post que eu gostei muito para indicar pra vocês, segue o link (http://herbertcarvalho.wordpress.com/2006/01/03/numeracao-de-paginas-no-openoffice-2).

quinta-feira, maio 6th, 2010 Diversos, Software Livre & Linux 1 Comentário

Ativando o mod_rewrite no Debian

Essa semana eu iniciei um estudo de curioso do Cake [1] e tive que ativar o mod_rewrite do apache2 para que ele funcionasse melhor.

Esses foram os passos que eu fiz para ativá-lo em minha máquina:

Passo 1: Instalar o apache2

# apt-get install apache2

Passo 2: Localizar ond está o mod_rewrite

#updatedb
#locate mod_rewrite.so

Após o locate ele deve retornar alguma(s) path, talvez a que irá aparecer para você como resultado seja a /etc/apache2/mod_rewrite.so então agora você tem certeza que sua máquina tem o mod_rewrite

Passo 3: Editar o arquivo rewrite.load

# cd /etc/apache2/mods-enabled
# echo “LoadModule rewrite_module /usr/lib/apache2/modules/mod_rewrite.so”>> rewrite.load

Passo 4: Editar o arquivo /etc/apache2/sites-available/default

# cd /etc/apache2/sites-available/
# vi default

Procure as seguintes linhas:

Options Indexes FollowSymLinks MultiViews
AllowOverride None
Order allow,deny
allow from all

E substitua por:

Options Indexes FollowSymLinks MultiViews
AllowOverride all
Order allow,deny
allow from all

Salve e saia do arquivo.

Passo 5: Reiniciar o apache2

# /etc/init.d/apache2 restart

Para você testar… sugiro que você teste o Cake pra ver se está tudo ok!

[1] http://cakephp.org/

terça-feira, abril 13th, 2010 Debian 1 Comentário

Instalando Plugin Flash Player 10 no Debian Lenny

Caso você entre no youtube e não consiga visualizar o vídeo que você deseja com seu Debian Lenny, segue abaixo a solução deste problema.

Mas antes de resolvermos o problema, vamos primeiro entender o porquê de ter que adicionar um novo repositório para instalar esse pacote, pois no Ubuntu e outras distribuições você consegue instalar tranquilamente.

Tudo isso ocorre devido a filosofia e ao Contrato Social do Debian, que informa a comunidade que o Debian permanecerá 100% livre e o pacote do flash não é um Software Livre, por isso encontra-se em um repositório diferente do que vem padrão no Debian.

Então vamos ao que interessa.

Primeiro adicione a seguinte linha no final do arquivo: /etc/apt/sources.list

#echo “deb http://www.backports.org/debian lenny-backports main contrib non-free” >> /etc/apt/sources.list

O comando acima adicionará a string “deb http://www.backports.org/debian lenny-backports main contrib non-free” no final do arquivo /etc/apt/sources.list caso você utilize o > ao invéz de >> ele irá apagar todo o conteúdo do arquivo e escrever apenas a string passada como parâmetro no comando echo. Você pode brincar com isso depois. =D

CORREÇÃO (Proposta por Helton)

Antes de instalar faça o seguinte comando:

# wget -O – http://backports.org/debian/archive.key | apt-key add -

Depois disso atualize a lista de pacotes e instale:

#apt-get update

#apt-get install flashplugin-nonfree

Depois disso só é reiniciar o Iceweasel e pronto!

terça-feira, novembro 17th, 2009 Debian, Software Livre & Linux 1 Comentário

DebianDay09

O que falar após um evento, que, na minha opinião, foi um dos mais bem organizados e com palestras e oficinas que se eu pudesse assistiria a cada uma delas. =D

Bom, acho que vou começar pelo começo (hehe).

Tivemos muitas reuniões, sextas, sábados e domingos deixando coisas pessoais e profissionais de lado com um único objetivo. Tivemos a presença de novas pessoas nas reuniões e, como sempre, muitas delas apareceram e depois sumiram não arcando com seus compromissos e sobrecarregando muitos outros.

Correrias, patrocínios, material gráfico, divulgação, palestras, oficinas e tantas outras coisas que surgiam na hora… mas graças a Deus conseguimos vencer todas as adversidades.

Enfim o pré-evento! E, como sempre, uma noite inteira de trabalhado… alguns foram para sua casa ter uma boa noite de sono enquantos outros mesmo cansados com o trabalho do dia, foram trabalhar na casa do Professor Davyd até que tudo esteja OK. Marcelo Mendes, Davyd Smelk, Daniel Elias, Éverton Arruda, Daniel Bruno, Rodrigo Rezende, Mateus, Jônatas! Vocês estão de parabéns!

Vimos o dia amanhecer então cada um foi tomar banho e às 6h30 já estávamos na Faculdade LaSalle! Eram tantas coisas para resolver e realmente estávamos precisando de mais ajuda do que já tínhamos. É justamente nesse momento que percebemos que não devemos contar com promessa de menino!

E às 9h mais um DebianDay inicia!

Foi, na minha opinião o mais organizado… pois todas as palestras iniciaram-se no horário mas pagamos pelos títulos técnicos e não tivemos um dos melhores públicos. Isso só mostra o total desinteresse de estudantes em Manaus, pois perderam uma grande oportunidade de aprender coisas que NUNCA irão aprender em suas universidades!

Parabéns Bruno, Fredy,  Alecrim, Émerson e Éverton pelas oficinas! E sinto muito por aqueles que quiseram ficar em suas casas por mais um sábado e perderam essa GRANDE oportunidade!

As palestras também foram ótimas e, como estava na organização, não pude assistir nenhuma!

E o Coffee Break? Era tanto salgado, tanto refrigerante que sobrou… E não foi por falta de tentativa! Pois tivemos 2 coffe breaks!!

O Desafio de Programação teve 3 grupos inscritos e os mesmos ficaram até o final! Parabéns a todos pela perseverança!! E Orbigado Zeina, Samuel, Ricardo e Filipe que nos ajudaram no dia!!

Pra finalizar a palestra do Fábio Berbet, falando sobre como ingressar no mercado de trabalho utilizando Software Livre! Gostei da parte em que ele revelou a ferramenta que utilizou pra criar o Viva O Linux… Utilizou o VI !!! heheehe

Então, às 18h, quase 24h de trabalho DIRETO, fomos fazer nossa parte humana! Doamos os alimentos arrecadados para a Casa Vhida! Que Deus possa abençoar todos os alimentos que foram doados, e que nos dê forças para que novos eventos possam arrecadar alimentos e, que assim possamos fazer nossa parte para um  mundo melhor!!

Gostaria de agradecer a todos que ajudaram na organização e não foram citados ainda neste post: Henry, Ruy, Carlos, Jr. Macedo, Jonatan, Edgard, Ayrton e Fábio.

Parabéns ao Debian-AM, que mostrou mais uma vez ser um grupo influente e que tem capacidade para erguer o Software Livre no Amazonas, mas também ao Fedora-AM que também nos ajudou muito… e que juntos (Debian-AM e Fedora-AM) temos uma grande missão pela frente! Difícil? Sim! Impossível? NUNCA!

Obrigado a todas as empresas que nos ajudaram: SafeNode, AguaCrim, OrangeTel, Projeto Zagaia, INDT, FUCAPI, Hospital e Maternidade Santo Alberto, NatuCrim, Silva – Gráfica e Editora, SYS-V, AIT e Faculdade LaSalle

PS: Desculpe se esqueci de citar o nome de alguém! É que eu fui escrevendo e nem fiz revisão nenhuma no texto!

terça-feira, agosto 25th, 2009 Diversos, Software Livre & Linux Nenhum Comentário

Criando um módulo pro Kernel – Hello World

O que é um módulo do Kernel?

Para poder criar um módulo pro Kernel, primeiro você precisa saber programar em C, pois um módulo do Kernel é um “código”, isto é, um programa feito para gerenciar alguma ferramenta, hardware e etc. Esses módulos podem ser manipulados (loaded e unloaded) dentro do kernel.

Comandos no Linux para módulos

Para verificar os módulos que estão em modo loaded em seu kernel faca o seguinte comando:

$ lsmod |grep nome_do_modulo

Para você carregar um módulo você pode usar o insmod ou o modprobe:

# insmod /lib/modules/2.6.11/kernel/fs/fat/fat.ko

ou

#modprobe fat

A grande diferença entre os dois comandos e que o insmod precisa que você passe a path inteira do seu módulo, ao contrário, o modprobe necessita que você informe apenas o nome de seu módulo.

Para você remover o módulo, pode-se usar os comandos relacionados aos de carregar o módulo que segue a mesma regra:

# rmmod /lib/modules/2.6.11/kernel/fs/fat/fat.ko

ou

#modprobe -r fat

Hello World (parte 1)

Estava selecionando um primeiro exemplo pra colocar neste artigo e pensei: porque não um “Hello World” só pra não sair da rotina??

Então vamos começar nosso desenvolvimento em módulos :D

/*
* hello.c − Um simples exemplo do modulo do kernel
*/
#include <linux/module.h>       /* Necessário para todos os modulos */
#include <linux/kernel.h>       /* Necessário para o KERN_INFO */
int init_module(void)
{
printk(KERN_INFO “Hello world !\n”);

/*
* Se o return for diferente de 0(zero) significa que o módulo não pode ser carregado
*/
return 0;
}
void cleanup_module(void)
{
printk(KERN_INFO “Goodbye world\n”);
}

Agora vamos entender o que esse programa está fazendo:

Existem duas funções que são importantes para um módulo, são elas:

  • init_module(void): Essa função sempre deve retornar um valor inteiro (0 para informar que deu tudo certo), ela é chamada quando o módulo é carregado(load) pelo kernel e, no nosso exemplo, irá imprimir uma linha no /var/log/messages assim que for carregado;
  • cleanup_module(void): Essa função será chamada assim que o módulo for removido(unload) do kernel, e assim como a primeira função, irá imprimir uma linha no log.

O comando printk é utilizado como um mecanismo de criação de log e iteração com o usuário. Você deve passar por parâmetro a função de string do kernel, no nosso exemplo estamos utilizando o KERN_INFO, mas caso nada seja passado por parâmetro, o printk irá utilizar o DEFAULT_MESSAGE_LOGLEVEL como padrão. Após esse parâmetro você deve informar a string ou mensagem.

Criando o Makefile

Após criar o arquivo “pronto c” (hello.c) voc6e precisar criar um método de builder para criar o seu módulo, esse método é um script que deve ter o nome Makefile e segue o exemplo de um simples Makefile:

obj−m += hello−1.o
all:
make −C /lib/modules/$(shell uname −r)/build M=$(PWD) modules
clean:
make −C /lib/modules/$(shell uname −r)/build M=$(PWD) clean

Após criarmos este arquivo, iremos agora compilar e carregar o novo módulo no kernel.

Compilando e carregando o módulo

Como arquivo Makefile criado você pode agora criar o seu módulo com o seguinte comando:

$ make

Após isso serão criados vários arquivos, dentre eles o módulo (com extensão .ko).

Vamos agora carregar o nosso módulo recém criado, mas para isso só poderemos utilizar o comando insmod pois o mesmo não foi adicionado a árvore do kernel, então teremos que passar a path completa do kernel.

Mas antes de carregarmos, vamos verificar como encontra-se o nosso arquivo de log, abra um terminal e não feche-o após digitar o comando:

$ tail -f /var/log/messages

Agora vamos carregar o módulo:

# insmod /caminho/completo/do/modulo/hello.ko

Verifique  que uma nova linha apareceu  no terminal que está rodando o log, agora remova o módulo com o comando rmmod e, novamente, verifique o que modificou no log.

Então é isso ae galera… vou continuar meus estudos e qualquer novidade irei postar aqui!

Update (28/04): Segue alguns links para estudo:

http://tldp.org/LDP/lkmpg/2.6/html/lkmpg.html

http://lwn.net/Kernel/LDD3/

http://kerneltrap.org/node/5008

segunda-feira, abril 6th, 2009 Software Livre & Linux 7 Comentários

Empacotamento Debian – parte 1

Bom, sempre tive vontade de aprender a criar pacotes Debian para que eu possa ajduar no empacotamento de alguns Software que não são tão famosos e que muita vezes ralamos para conseguir rodá-lo.

Comecei meu estudo de Empacotamento Debian e de acordo com o que for aprendendo irei fazer um post… Muitos artigos de Empacotamento Debian explicam apenas a “receita do bolo” e não tive muita evolução desse jeito… e o que fazer? Ler o manual oficial de “trocentas” páginas e tentar repassar algo mais refinado, pois o conhecimento teórico da ferramenta para criação de pacotes e essencial.

O que é empacotamento?

Empacotamento é a técnica utilizada para gerar arquivos binários para facilitar a instalação dos mesmo… para que não seja preciso aquele famoso -> ./configure -> make -> make install e ainda ter que corrigir milhoes de dependencias!

Na realidade os pacote svieram para melhorar a vida dos usuários!

Utilizaremos um conjunto de programas padrão do Debian para criação de pacotes binários, esse conjunto de pacotes é mais conhecido como dpkg, que também é utilizado na instalação e remoção de arquivos binários.

Pacotes Binários

O pacote binário tem duas seções principais.

- A primeira parte consiste de vários arquivos e scripts de informação de controle usados pelo dpkg para a instalação e remoção do seu pacote;

- A segunda parte é um arquivo contendo os arquivos e diretórios a serem instalados.

Estrutura de diretórios do pacote

Para criar um pacote binário um dos primeiros passos e você criar uma árvore de diretórios que contenham todos os arquivos e diretórios que você deseja.

Essa árvore de diretórios deve ser criada dentro de uma pasta /DEBIAN e deve obedecer o esquema de diretórios do Linux, por exemplo: se você deseja que um arquivo esteja localizado em /opt você deve ter o seguinte esquema de ávores dentro do diretório do seu pacote: /DEBIAN/opt

Arquivos de informação de controle do pacote

A porção de informações de controle de um pacote binário é uma coleção de arquivos com nomes conhecidos do dpkg. Ele irá tratar o conteúdo desses arquivos de modo especial – alguns deles contêm informação usada pelo dpkg ao instalar ou remover o pacote; outros são scripts que o mantenedor do pacote quer que o dpkg execute.

  • control: especifica o nome e versão do pacote, dá a descrição ao usuário, verifica suas relações com outros pacotes e daí para frente;
  • postinst, preinst, postrm, prerm: são arquivos executáveis (normalmente scripts) que o dpkg roda durante a instalação, atualização e remoção de pacotes;
  • conffiles: contém uma lista de arquivos de configuração que serão manuseados pelo dpkg;
  • shlibs: contém uma lista das bibliotecas compartilhadas providas pelo pacote, com detalhes de dependência para cada uma.

Estudaremos detalhadamente cada um desses arquivos, mas nessa primeira parte precisaremos apenas do control para trabalharmos em nosso exemplo.

O arquivo principal de informação de controle: control

O mais importante arquivo de informação de controle usado pelo dpkg quando ele instala um pacote é o control. Ele contém todas as ‘estatísticas vitais’ do pacote.

Os campos nos arquivos de controle do pacote binário são:

  • Package (origatório) – O nome do pacote binário. Nomes de pacote consistem de alfa-numéricos e + – . (mais, menos e ponto final);
  • Version (obrigatório) – Esse lista o número de versão do pacote binário ou fonte;
  • Architecture (obrigatório) – Essa é a string de arquitetura; é uma palavra apenas para a arquitetura Debian;
  • Depends, Provides – Campo onde são declaradas todas as dependências necessárias para se fazer à instalação do pacote;
  • Essential – Esse é um campo booleano que pode ocorrer apenas em um arquivo de controle de um pacote binário (ou no arquivo Packages) ou em um parágrafo de campos por-pacote de um arquivo de controle principal;
  • Maintainer – O nome do mantenedor e o endereço de email. O nome deve vir antes, então o endereço de email dentro de sinais de menor e maior <> (no formato RFC822);
  • Section, Priority – Esses dois campos classificam o pacote. O Priority representa quão importante é que o usuário o tenha instalado; o Section representa uma área de aplicação em qual o pacote foi classificado;
  • Source – Esse campo identifica o nome do pacote fonte;
  • Description – Em um pacote binário o arquivo Packages ou o arquivo de controle principal do fonte esse campo contém uma descrição do pacote binário, num formato especial;
  • Installed-Size – Ele dá o total de espaço em disco requerido para instalar o pacote nomeado;

Criando arquivos do pacote – dpkg-deb

Toda a manipulação dos arquivos do pacote binário é feita pelo dpkg-deb. O dpkg-deb pode ser chamado chamando o dpkg, pois o dpkg irá saber que as opções requesitadas são apropriadas para o dpkg-deb e chamá-lo ao invés de a si com os mesmos argumentos.

Para poder criar o pacote com a ferramenta dpkg voce precisa ter concluido, no mínimo, os passos acima (criar árvore de diretórios e arquivo control) e então utilizar o dpkg.

Quando você preparou o pacote, você deve chamar:

dpkg –build diretório

Praticando…

Agora iremos construir um pacote binário para brincarmos um pouco com o que aprendemos nessa primeira parte:

Exemplo

Crie um pacote Debian que ao ser descompactado grave um arquivo qualquer no diretório /opt.

O primeiro passo para resolver esse problema e criarmos a árvore de diretórios:

user@machine:~$ mkdir FirstPackage

user@machine:~$ cd FirstPackage

user@machine:~/FisrtPackage$ mkdir DEBIAN

Como queremos passar o arquivo para o diretótrio /opt, iremos criar esse diretório na pasta DEBIAN:

user@machine:~/FisrtPackage$ cd DEBIAN

user@machine:~/FisrtPackage/DEBIAN$ mkdir opt

Agora iremos copiar o arquivo que desejamos para o diretório do nosso pacote (/DEBIAN/opt)

user@machine:~$ cp -rf /arquivo/que/eu/quero ~/FirstPackage/DEBIAN/opt

Como já temos o nosso arquivo e nossa árvore de diretórios, agora iremos criar o arquivo control. O arquivo control deve estar localizado no diretório /DEBIAN do seu pacote:

user@machine:~/FisrtPackage/DEBIAN$ vi control

Esse é o arquivo control:

Package: first-package
Priority: optional
Version: 0.1
Architecture: i386
Maintainer: Antonio Ramos de Carvalho Junior
Description: Meu primeiro pacote Debian

Modifique de acordo com suas necessidades…

Agora já temos tudo pronto para o pacote, iremos então utilizar o dpkg para criamos o nosso pacote:

Para utilizar o dpkg vc precisa estar no diretório que encontra-se o seu diretório, por exemplo: se seu seu pacote entá no diretório: /home/seuusuario/FirstPackage esteja no diretório /home/seuusuario para criar o pacote:

user@machine:~$ dpkg –build FistPackage /home/seuusuario

Ele utilizará o arquivo control para gerar o nome do pacote.

Após isso “instale” seu pacote:

user@machine:~$ dpkg -i irst-package_0.1_i386.deb

Verifique se os arquivos estão no local especificado. Caso esteja… PARABÉNS! VOCÊ CRIOU SEU PRIMEIRO PACOTE!!!!

Tarefa para casa

Crie um pacote que copie um arquivo para o /opt e dois arquivos para um diretório de sua escolha.

Bom, espero que tenha sido claro em tudo que falei… em breve a segunda parte!

:wq!

segunda-feira, dezembro 22nd, 2008 Empacotamento Debian 2 Comentários

O que é Maemo?

Na nova era da tecnologia móvel, surgem os Internet Tablets… esses aparelhinhos não são telefones celulares, são equipamentos intermediários entre um Palm/Pocket PC e um Notebook/Tablet PC.

A Nokia possui alguns Internet Tablets lançados, mas não fizeram tanto sucesso no Brasil como fizeram no exterior…

Então o que é Maemo e o que tem a ver com Internet Tablet?

Maemo é um sistema operacional para o Internet Tablet da Nokia. Foi inicialmente denominado “Internet Tablet OS”.

É baseado no Sistema Operacional Debian/GNULinux e utiliza muitas coisas do seu GUI baseando-se no Gnome, possibilitando assim, que a maioria de seus softwares sejam desenvolvidos com GTK.

Na verdade eles rodam um sistema operacional Linux com desktop GNOME e interface GTK-based Hildon. A soma desses três componentes é chamada pela Nokia de “Maemo Platform”, que será também usada pelos futuros Ubuntu Mobile e Ubuntu Embedded.

No entanto, há uma movimentação para que o Maemo utilize um ambiente gráfico baseado no KDE, o que possibilitaria uma programação utilizando o QT.

A idéia principal do Maemo e tornar aplicações desktops disponíveis também para mobiles, por isso há um grande trabalho de desenvolvedores de todo o mundo para portarem softwares para essa plataforma.

Maemo 4.1 – Diablo

A tela principal do Maemo é a “Home screen”, é atravéz dela que todos os aplicativos podem ser acessados. A Home screen é dividade nas seguintes áreas:

  • A barra localizada verticalmente na esquerda da figura acima é a barra de tarefas com applets para o navegador web, comunicações e menu padrão.
  • Na parte superior, horizontalmente, fica o nome do aplicativo aberto, bem como o Menu de configurações do mesmo.
  • No canto superior direito estão localizados informações de conexão wi-fi, bluetooth e etc.
  • O espaço restante na Home screen é utilizado para que o usuário possa criar atalhos e instalar plugins.

Alguns softwares disponíveis:

  • Media players: Canola, MPlayer
  • Email: Claws Mail, Modest
  • Aplicativos para edição de texto e planilhas: Gnumeric, Abiword
  • Instant Messaging: Pidgin
  • VOIP: Gizmo Project, Skype, Fring
  • Games: The Battle for Wesnoth
  • Outros: FBReader (e-book reader), GPE (OpenSync compatible PIM), rdesktop (RDP remote access), Rhapsody (subscription music, US only), ScummVM (game emulator), Wayfinder (fully featured GPS navigation software), Free42S (HP 42S calculator emulator), gPodder (podcast client), Maemo Mapper (includes GPS functionality), MaemoMyth (MythTV frontend that uses GMythStream), Monsoon HAVA (TV viewer and controller), Obscura Photo Manager, Palm Emulator from Access (ARM based Palm emulator), Phonelink (SMS and voice caller via BT), Quiver Image Viewer, SDict Viewer (sdict-based dictionary/encyclopedia viewer), Vagalume (Last.FM player), VNC, YouAmp (music player)

Tipos de arquivos suportados:

  • Video: MPEG-1, MPEG-4 ASP (H.263), RealVideo, AVI, 3GP
  • Audio/playlists: MP3, RealAudio, MPEG-4, AAC, WAV, AMP, MP2, AMR, AWB, M4A, WMA. OGG/Vorbis (requires addon package), M3U, PLS
  • Image/Animation: JPEG, GIF, BMP, TIFF, PNG, SVG Tiny, ICO
  • Text/layout: text files, PDF, HTML.

Você pode instalar o Maemo SDK no seu Linux e desenvolver seu aplicativo para esta plataforma verificando sua funcionalidades no “Maemo”.

Esse post não tem como finalidade mostrar atributos mais técnicos a respeito do Maemo, e sim mostrar o que é e o que esse Sistema Operacional em constante evolução promete para o futuro dos mobiles.

segunda-feira, dezembro 15th, 2008 Maemo 5 Comentários

Hello word em várias linguagens

Bom, estou retornando com meu blog… e como primeiro post vou colocar algo que achei muito interessante e que já tinha visto algumas vezes…

Para quem já programa… sempre existe aquele primeiro program… “Hello Word” neste link temos uma lista de muitos exemplos, confiram… good hacking!!

sexta-feira, dezembro 12th, 2008 Diversos 2 Comentários